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AGONIA DE UM FILÓSOFO

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Augusto dos Anjos Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto Rig-Veda. E, ante obras tais, me não consolo... O Inconsciente me assombra e eu nele rolo Com a eólica fúria do harmatã inquieto! Assisto agora à morte de um inseto!... Ah! todos os fenômenos do solo Parecem realizar de pólo a pólo O ideal do Anaximandro de Mileto! No hierático areópago heterogêneo Das idéias, percorro como um gênio Desde a alma de Haeckel à alma cenobial!... Rasgo dos mundos o velário espesso; E em tudo igual a Goethe, reconheço O império da substância universal!

Moral em Kant e Espinosa

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Claudio Ulpiano foi um pensador impar no cenário filosófico brasileiro, suas aulas (algumas delas) estão disponíveis em vários  lugares na internet, trabalho de ex alunos e admiradores do ilustre mestre. Colocamos aqui dois aquivos de áudio sobre a moral em Kant e Espinosa para que nossos amigos tenham contato com pensador. Muito material pode ser encontrado no site  claudioulpiano.org.br ULPIANO - MORAL KANT E ESPINOSA1 ULPIANO -MORAL KANT E ESPINOSA2

O homem, o tempo, a ciência. Quem?

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Memórias Póstumas de Brás Cubas Machado de Assis - Porque já não preciso de ti. Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jocundo, supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e perece como o outro,mas o tempo subsiste. Egoísmo, dizes tu? Sim, egoísmo, não tenho outra lei. Egoísmo, conservação. A onça mata o novilho porque o raciocínio da onça é que ela deve viver, e se o novilho é tenro tanto melhor : eis o estatuto universal. Sobe e olha. Isto dizendo, arrebatou-me ao alto de uma montanha. Inclinei os olhos a uma das vertentes, e contemplei, durante um tempo largo, ao longe, através de um nevoeiro, uma coisa única. Imagina tu,leitor, uma redução dos séculos, e um desfilar de todos eles, as raças todas, todas as paixões, o tumulto dos impérios, a guerra dos apetites e dos ódios, a destruição recíproca dos seres e das coisas. Tal era o espetáculo, acerbo e curioso espetáculo. A história do homem e da terra tinha assim uma i...

Crepúsculo da Tarde

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Charles Baudelaire É doce o anoitecer, que é amigo do réu; Como um cúmplice vem, tão veludoso; o céu Fecha-se lentamente - ele é uma alcova enorme E muda o homem inquieto em fera que não dorme. Desejam-te por certo, ó suave anoitecer, Estes que sem mentir hão de poder dizer: Nós trabalhamos hoje! É a tarde que alivia As almas que devora uma atroz agonia, O sábio mais tenaz, pesada a fronte em chama,  O cansado artesão que volta à sua cama. E demônios malsãos, nestes pardos instantes, Acordam gravemente , como os negociantes, E movem ao voar o postigo ou a porta. Através dos clarões que a ventania entorta, O deboche na rua acende lume infame, E como um formigueiro encontra o seu forame. Vai forçando por tudo uma escondida estrada, Tal como um inimigo a tentar a emboscada; Move-se pelo bairro, o que o lodo consome, E como um verme rouba ao homem o que come. Ouve-se em cada canto a cozinha assobiar, O teatro estremecer, a orquestra ressonar; Nas mesas dos cafés, sono...

MAIS UM ADEUS DO CONCRETO

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O titulo da postagem anterior caberia também neste post, pois Oscar Niemeyer foi chamado, entre tantos, de "O poeta do concreto", porém sua poesia não era com as palavras, mas com as formas, as curvas e a sensualidade.  Sua arte foi além das fronteiras da arquitetura, alçou voos para dentro de uma gente carente de homens que pensam e controem o futuro.

ADEUS POETA DO CONCRETO

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Em uma terra que pouca luz se direciona para a cultura, figuras com de Décio jamais serão substituídas ou sequer comparadas.  A homenagem desse Blog ao ilustre poeta, critico e pensador impar, transferimos aqui um texto de umas das suas muitas obras. A poesia parece estar mais do lado da música e das artes plásticas e visuais do que da literatura. Ezra Pound acha que ela não pertence à literatura e Paulo Prado vai mais longe: declara que a literatura e a filosofia são as duas maiores inimigas da poesia. De fato, a poesia é um corpo estranho nas artes da palavra. É a menos consumida de todas as artes, embora pareça ser a mais praticada (muitas vezes, às escondidas). Uma das maiores raridades do mundo é o poeta que consegue viver só de sua arte. Há dois mil anos, o poeta latino Ovídio dizia que as folhas de louro (com as quais se faziam coroas para poetas e heróis) só serviam mesmo para ADEU  temperar o assado. E como poderia ser diferente? Como encontrar um modo d...

3º COLÓQUIO DE PROFESSORES DE FILOSOFIA DA UFABC

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ROBERTO MACHADO - NIETZSCHE - FOUCAULT E A LOUCURA...

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Por: IHU Online  ( http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=554&secao=203 ) Roberto Machado   completa que, para Foucault, a loucura, “além de figura histórica, é também e fundamentalmente uma experiência originária, essencial, que a razão, ao invés de descobrir, encobriu, mascarou, dominou, embora não a tenha destruído totalmente, por ela ter-se mostrado perigosa. Essa tese, a meu ver, aproxima Foucault da filosofia de Nietzsche, sobretudo do modo como é formulada em O nascimento da tragédia. Dito em poucas palavras, o objetivo final do primeiro livro de Nietzsche é exatamente denunciar a modernidade como civilização socrática, racional, por seu espírito científico ilimitado, e saudar o renascimento de uma experiência trágica do mundo em algumas das realizações filosóficas e artísticas da própria modernidade que retomam a experiência trágica existente na tragédia grega, mas foi reprimida, sufoca...

Nietzsche de Daniel Lins

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Daniel Lins está, sem sombra de duvidas, abalizado para desenvolver a reflexão que se propõe neste trabalho,  sua trajetória como pensador o credencia para tal. Trata-se de mostrar a influência de Nietzsche no pensamento e cultura brasileira. Da Filosofia à Psicoanálise, da Educação às artes, o pensamento do filósofo alemão influenciou gerações, em diferentes segmentos sociais, tocando de modo explícito a juventude brasileira, de ontem e de hoje, o universo da música, da dança, do teatro, da literatura e, de modo contundente, a Filosofia, a Psicoanálise e a Educação. De fato, são três superegos: Marx, Freud e Nietzsche que marcam em geral nossa cultura, suas diferenças e peculiaridades. Eis por que que somos instigados a falar de culturas brasileiras, sempre no plural, sempre antropofágicas, inventivas, criadoras de novos possíveis e múltiplas maneiras de lidar com a questão do profano, do sagrado. Transmissão ao vivo a partir das 18h em...

Nietzsche e o problema da civilização

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Patrick Wotling **João  Neto   (Revista Filosofia - http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/65/artigo243387-4.asp ) Com o livro  Nietzsche et le problème de la civilisation  (1995), o pesquisador francês Patrick Wotling conseguiu estabelecer um marco na história recente dos estudos sobre a filosofia nietzschiana. E foi para lançar a tradução brasileira desse trabalho ( Nietzsche e o problema da civilização , GEN/Barcarola, tradução de Vinicius de Andrade) que ele esteve no Brasil neste mês de novembro. Nesta visita, Wotling também participou do  XXXI Encontros Nietzsche , que aconteceram em Recife e em São Paulo (no final do mês). Além de pesquisador, Patrick Wotling é professor da Université de Reims (França), tradutor de Nietzsche para o francês e um dos fundadores do GIRN ( Groupe International de Recherches sur Nietzsche  - Grupo Internacional de Pesquisas sobre Nietzsche), considerado internacionalmente o mais impor...